ECO HOSPEDAGEM - CASA DE RETIROS - EVENTOS

A História

A História

    A presença dos jesuítas na Ilha de Santa Catarina data de 1553, quando se encontra o registro da visita do Padre Leonardo Nunes, SJ. No entanto, somente em 1751, a Companhia de Jesus estabeleceu o primeiro colégio na Ilha. Essa presença, com algumas interrupções, alheias a vontade dos jesuítas, estende-se até hoje, tendo como obras principais o Colégio Catarinense e a Casa de Retiros Vila Fátima.

    A necessidade de uma casa de retiros, na Ilha de Santa Catarina, foi percebida quando o espaço no próprio Colégio Catarinense, para tal finalidade, tornou-se pequeno em vista do número crescente de alunos, sacerdotes, religiosos e religiosas que procuravam os retiros. Com as crescentes dificuldades para continuar, de maneira satisfatória, esse apostolado tão caro aos jesuítas, em janeiro de 1946, o Padre Alfredo Rohr, então Reitor do colégio Catarinense, em carta dirigida ao Provincial, tecia considerações sobre três possíveis lugares para construção de uma casa apropriada para retiros: Morro da Lagoa da Conceição, Hotel na Praia de Canasvieiras e Chácara da Trindade. Outros lugares, como: a Ilha do Anhatomirim, oferecida pelo Comandante do 5º Distrito Naval e o Cassino Bela Vista, localizado no Morro da Cruz, foram considerados. Após muitas buscas e reflexões, restava a deliberação inicial, a casa de retiros seria construída provisoriamente na Chácara da Trindade, de propriedade do Colégio. A construção urgente de uma nova ala no Colégio, fez adiar o início das obras provisórias previstas para a Chácara. Apenas no início de 1952, já quase concluída a nova ala do Colégio (foi inaugurada no dia 8 de novembro daquele ano), recomeça a procura de um local para a casa de retiros. Estavam, pois, descartados os antigos planos (Hotel de Canasvieiras, Sítio do Morro da Lagoa, construção provisória na Chácara da Trindade, a posse da Ilha do Anhatomirim e a compra do “cassino Bela Vista). A procura, então, voltou-se para o Sul da Ilha, uma península na Armação do Pântano do Sul. Intenção que foi abandonada quando o vendedor, ao perceber o interesse real dos padres, aumentou o preço de 20 para 50 mil contos. Padre Rohr, foi então incógnito ao sul da ilha procurar por outro lugar onde, finalmente, pudesse ser construída a desejada casa de retiros. Descreve assim o seu achado: “Encontrei um sítio, que tem muitas vantagens sobre àquela península. (…) fica entre o mar grosso e a Lagoa do Peri (…) abrange parte de planície e parte de morro (Morro das Pedras, em frente à Ilha do Campeche). (…) tem estrada boa, linha de ônibus todos os dias, tem água suficiente porque a Lagoa do Peri é de água doce (…)”. Padre Rohr recomendava que o negócio fosse feito imediatamente, pois, “os terrenos das praias estão valorizando aqui ultra-rapidamente”. Com a compra de uma área de 120.000 metros quadrados ( 12 hectares), por 27.000 contos, estava concluída a busca de sete anos.

    Enfim havia um local para a construção da primeira casa de retiros de Florianópolis, a Casa de Retiros Vila Fátima. Um lugar não só admirado por todos que a conheceram, mas, sobretudo por aquelas pessoas que puderam utilizá-la para a oração e reflexão, para o encontro com Deus, consigo e com a natureza. Foi inaugurada em janeiro de 1956, após um década de buscas, negociações e encaminhamentos. Festejou, em 2006, com a Presença do Arcebispo, Provincial, Jesuítas e leigos, seu cinqüentenário. O atual Capelão da casa, Pe. Guido Sthal, foi o assistente do primeiro retiro, sendo pregador o Pe. Luis Adami.

    Há 60 anos a Vila Fátima vem prestando seus serviços à Igreja e à comunidade. Milhares de pessoas já passaram por ela em busca de energia para o espírito, de descanso para o corpo e enriquecimento para a mente. Nos primeiros 50 anos de existência, disponibilizava sua estrutura e instalações para eventos, como retiros, seminários, cursilhos, emaús, grupos de estudo, treinamentos, férias, entre outros, todos organizados pelos próprios interessados. A programação da casa atendia, a seu modo, o propósito da Companhia de Jesus e a finalidade de sua origem.

    Hoje, todavia, há um grande potencial a ser explorado e, por isso, a partir de 2007, iniciaram as reflexões sobre um novo projeto para a Casa. Timidamente foram oferecidos retiros, uns por ela organizados e outros em parceria com o Centro de Espiritualidade Cristo Rei (CECREI). O projeto é amplo e desafiador. O primeiro passo, nomeação de uma coordenadora, um superintendente administrativo e a consolidação da capelania, foi concretizado até maio do presente ano. Junto com a nova estrutura, foram definidas as seguintes metas e objetivos para o biênio de 2008/2009: a) Acolhida e humanização do ambiente; b) Divulgação da Espiritualidade Inaciana; c) Atendimento personalizado; d) Parcerias com projetos escolares; e) Encontro da Família – Temporada de Verão f) Estratégias de divulgação; g) Aquisições e melhorias físicas.

    Estas metas ou projetos elaborados e operacionalizados, de forma competente, poderão qualificar ainda mais o objetivo primeiro da casa: a formação espiritual e humana, bem como contribuir, a curto prazo, para sua autonomia administrativa/financeira. O projeto está ai. O desafio precisa ser vencido. Leia mais no livreto “Um pouco da história dos cinqüenta anos da Vila Fátima” (Prof. Humberto, Colégio Catarinense, outubro de 2006) e acompanhe suas programações.